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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Hospital Belarmino Côrreia de Goiana-PE é flagrado usando lençóis suspeitos

O Hospital Regional Belarmino Correia, em Goiana, Zona da Mata Norte de Pernambuco, é mais um dos estabelecimentos que estão usando lençóis que teriam sido reaproveitados de hospitais dos Estados Unidos. A descoberta foi mostrada numa reportagem do NETV 2ª Edição, nesta quarta-feira (19), que flagrou os itens em uso na unidade pública de saúde.

Nas inscrições dos lençóis está a confirmação de que eles pertenciam a quatro unidades hospitalares diferentes dos Estados Unidos. A direção do hospital calcula que os lençóis estão em uso há pelo menos quatro anos e meio.

O preço baixo foi o que atraiu a direção do hospital pernambucano, que comprou lençóis para 75 leitos das enfermarias: cada metro custou R$ 2,00. A direção diz que o estoque é antigo e a compra não foi feita pela atual gestão. Segundo Maria da Conceição de Moura, gestora da unidade de saúde, os lençóis continuarão a ser usados, já que são lavados e esterelizados, mas outros cuidados serão tomados nas próximas compras. "Vamos ter o maior zelo, buscar a procedência dessa compra e avaliar o produto, antes de adquiri-los", disse ela.

A Secretaria Estadual de Saúde, entretanto, disse em nota que, mesmo o Hospital Belarmino Gouveia informando que os lençóis foram comprados de forma regular, todo o material seria recolhido e substituído nesta tarde.

A loja onde os lençóis foram comprados fica no centro de Goiana. O contador da empresa, Madson Fontes Silva, nega que os tecidos estivessem sujos ou contaminados. Os lençóis eram vendidos como retalhos e a mercadoria toda foi vendida. Ele não soube calcular a quantidade, mas disse de onde vieram os lençóis. "Compramos de fornecedores da região de Santa Cruz [do Capibaribe]. Então, foi vendido para o hospital. O pessoal de compras do hospital também comprou esse tecido como novo", explicou.

Investigações

Ainda nesta quarta, o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Wilson Damázio, disse que o FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, já se dispôs a colaborar nas investigações sobre o lixo hospitalar que entrou de forma ilegal no Brasil. “Muitas diligências já estão sendo realizadas e há a possibilidade de vir para Recife um representante do FBI para acompanhar essas investigações e nos apoiar no que for possível."

Mais de 60 amostras de material suspeito foram coletadas até agora. A investigação tem interesse especial, segundo Damázio, no material bruto encontrado em contêineres de Suape. “A prioridade é detectar que manchas são aquelas. Se é sangue, algum tipo de excremento, algo que venha a prejudicar a saúde de quem manuseia”, questiona. O secretário diz que testemunhas já foram ouvidas e que o inquérito está bastante avançado.

No Brasil, a Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar as responsabilidades pelo desembarque de contêineres com lixo hospitalar vindos dos Estados Unidos, que apontam para a prática de crimes de contrabando, ambiental e uso de documento falso. A investigação pretende rastrear a compra do material e saber se o produto foi distribuído em outras partes do Brasil.

Confira o video:
 
G1

2 Comentários:

Valdir Campos disse...

Bom dia, creio que houve um equivoco no titulo da matéria. O correto seria: HOSPITAL BELARMINO CORREIA DE GOIANA é mais uma vitima de empresario de Santa Cruz do Capibaribe. Foi flagrado tem outra conotação. E nós sabemos que não só o Hospital de Goiana como varias outras entidade e estabelecimentos foram alvo deste fato lamentável.

LUAGCDO disse...

É isto mesmo, não podemos mais confiar em ninguém, quantas pessoas compraram na luta do equilíbrio financeiro, onde as despesas nunca devem ultrapassar a receita, somos presas fáceis nas mãos de empresários e políticos desonestos que somente aguardam a oportunidade para dar-nos o bote.

É lamentável que isto ainda ocorra na era da internet, onde tudo corre em frações de segundos o mundo, as informações chegam e saem muito rápido.

Pelo que me informaram os lençõis eram vendidos a preço de R$ 2,00 (dois reais) mas, o que mais me doeu foi numa entrevista no jornal um senhor falava do envio do material inclusive em nosso próprio país, para a região norte e nordeste do país pois, se tratava de uma região muito pobre. É duro ouvirmos isto, pobre e vítimas fáceis de cidadãos inescrupulosos, que somente mancham a palavra homem escrita erroneamente em qualquer documentação que possa apresentar.

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